sábado, julho 26, 2014
Reencontro
E contigo partilhar
As angústias de agora
As alegrias encontradas
Gostava de te dizer, que existes
Nunca partiste daqui
O teu sorriso sempre presente
A tua simplicidade uma memória diária
Gostava de te contar,
As dificuldades grandes
As pessoas que deixam de contar
Os ponteiros loucos do relógio
E o dinheiro, comandam
Um exército anónimo
Cinzento, de sorriso fácil
Gostava tanto que visses
As princesas e os príncipes
Que são o nosso futuro
E a nossa alegria
Desabafo!...
Para ti que vives numa estrela
Mas esta longa distância
É a distância de um caminho infinito
Percorrido em Paz
Porque em Paz vivem os Anjos!
sábado, novembro 30, 2013
Deus... Baco!
Neves Braga, Nov2013
sexta-feira, julho 26, 2013
Custa-me Sorrir
Quando a saudade flagela
E o tempo carregado
Lembra um brilho no olhar
Um sorriso fraterno
Custa-me sorrir
Quando olho a bancada
Relembro conversas banais
Um cigarro ao balcão
A alegria na simplicidade
Custa-me sorrir
Quando o sol perde a luz
A vida passa numa peneira
E sinto uma cruz
Num corpo dorido
E se sorrir?!
Se Sorrir...
Engano a dor
Minto ao mundo
Pois, as saudades de Ti
Não findam
segunda-feira, novembro 12, 2012
Pesadelo, história de um e uma mulher alemã
quinta-feira, agosto 16, 2012
Férias em nenhures! (dia 1)
O Sr. António, não disse uma única palavra, mas reparei na sua veia jugular a aumentar de tamanho, tal foi a força que teve que fazer para se conter.
Olhou para mim com ar de desconfiado, mas lá acabou por dizer: “posso arranjar-lhe uma sandes de presunto, ou de queijo das nossas cabras, é muito bom”.
quarta-feira, março 21, 2012
Sou Silêncio e Vento.
O vento sopra devagarinho
Como quem o tempo mata
Uma carta, um carinho
Neste tempo que passa
Um casal a namorar
No meio da escuridão
Um pássaro a cantar
Ao ritmo do coração
Um velho a assobiar
Uma mulher a dançar
Há sempre um mar revolto
Que trás mágoas para terra
O rio correndo solto
Preparando-se para a guerra
Sinto-me triste, desanimado
Semeio uma palavra aqui
Outra ali, acolá
Silêncio, sou Silêncio
Neste abraço forte
Sinto o coração do Mundo
E o Mundo, o Mundo
Não me sente!
Silêncio, sou Silêncio
E vento.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Uma Estrela que Brilha e Sorri - 2
Este texto (agora revisto e actualizado) foi publicado em Fevereiro de 2007, aquando da passagem dos 20 anos da partida do José Afonso. Cinco anos passados, como o engenho e falta de tempo me atraiçoam, mas não querendo deixar passar esta data em claro, volto a este texto, para mais uma vez e sempre recordar José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos - ZECA AFONSO.
Quando observo o céu, há uma estrela que brilha mais que todas as outras. Ás vezes parece sorrir-me, num movimento lento e gracioso como que a querer abraçar-me. Pisco-lhe o olho, partilho com ela o meu estado de alma. Nos momentos mais incertos da vida como que lhe sussurro cá de baixo, ela responde com mais brilho e fico muito mais calmo e tranquilo.
Sei que nessa estrela moram: o meu irmão Luís Miguel, os meus queridos Avós, a minha boa sogra D. Silvina, o meu primo e amigo João Brito, os meus amigos Luís Falcão, Licínio Buco e
Hoje escrevo para ti e ao escrever para ti, redijo para quem contigo mora na estrela que me ouve e sorri. Tive a felicidade de te ouvir e ver em algumas ocasiões, de te tocar (num singelo cumprimento no ex-teatro Avenida em Coimbra – todo eu tremia, bem me lembro), és uma grande referência de vida, um exemplo que procuro lembrar em cada dia que passa, um rebelde solidário como alguém já te chamou.
Sabes, hoje que perfazem 25 anos sobre a tua partida, todos falam de ti, os que sempre falam e os outros, mas é bom que falem de ti, da tua vida, da tua luta, da tua constante preocupação com os outros, do dinheiro que não tinhas, da doença que te obrigou a partir. Dizia o Álvaro de Campos num seu poema, que depois da morte só se lembram de nós no dia em que faríamos anos de vida e nos dias em que fazemos anos que morremos, pois que assim seja; eu por mim, continuarei a falar Contigo e com os teus Companheiros de estrela sempre que a alma mo peça, dia após… dia.
Por aqui, neste “Mar Largo”, mora a “Incerteza” e a “Menina de Olhos Tristes” “Aquela Moça de Aldeia”, já foge, foge “No Comboio Descendente” dos novos “Vampiros” da democracia que ajudaste a fundar. O nosso Portugal chora lágrimas de sangue, a miséria instalou-se, como sabemos são "Contos Velhinhos" e com esta "Incerteza" faz-nos falta a tua “Utopia”, eles não sabem que "O Sol Anda lá no Céu", mas nós sabemos que a utopia faz parte da vida e quando chegar um “Maio Maduro Maio”, abriremos a voz, num "Mar Largo", "Solitário" como um “Cantar Alentejano” e em “Grândola, Vila Morena” e em toda a parte “O Que Faz Falta” é o “Pão que Sobra à Riqueza” ser equitativamente distribuído.
Hoje, na nossa terra vivemos no "Lago do Breu" e “Com as Minhas Tamanquinhas” procurarei ali, acolá e em “Terras de Trás-os-Montes” o "Senhor Poeta" nos dirá “Como se faz um Canalha” porque a fome já chega aos “Índios da Meia-Praia” e ao "Menino do Bairro Negro", hoje um "Coro de Caídos" dizem-nos que são outros os “Fantoches de Kissinger”, mas eles andam por aí, em "Altos Castelos" disfarçados, com nomes vários espalhando o terror económico por terras da Grécia, Portugal, Espanha e "A Morte saiu à Rua" no Iraque, Palestina, Afeganistão. Precisamos de “O Homem da Gaita” para que toque a “Chula da Póvoa” e que “Venham Mais Cinco” para cantar o “Hino à Liberdade”.
O Mondego recorda-te numa sossegada Balada, eu sinto uma “Dor na Planíce” das minhas emoções sempre que tentam dar uma “Canção de Embalar” no “Natal dos Simples”. “O País vai de Carrinho” e no meio da “Canção do Medo” não sabia se havia de me revoltar ou esperar pela “Canção da Paciência” entre “Verdade e Mentira”.
És o ”Menino D’oiro”, o “Senhor Poeta”, foste “Solitário” mas sempre Solidário.
Sei que tens “Saudades de Coimbra” essa do “Choupal até à Lapa”, também temos saudades da tua presença, mas tu estás entre nós e vives naquela Estrela que brilha tanto para mim!
AMO-VOS HABITANTES DA ESTRELA QUE BRILHA E SORRI!!!
domingo, dezembro 18, 2011
Dizem ser Natal
Neves Braga, amigo de longa data, publicou pela primeira vez no PopulusRomanus em Outubro de 2010 - "Negra Alma". Licenciado em Filosofia e professor por profissão, afastou-se do ensino por opção própria, vivendo de parca receita proporcionada pelo arrendamento de uma quinta que lhe calhou em herança.
Vive num velho apartamento na alta de Coimbra, bebe mais do que come e passa os dias entre um copo de vinho e um amontoado de papeis que escreve, risca, rasga e lê.
Esta semana foi internado com uma cirrose hepática, de visita ao hospital, disse-me: "- no meu casaco está um papel para ti. Coloca no Populus, mas está descansado que não é o ultimo".
Assim fiz, Neves Braga, continua internado, conta com a sapiência dos médicos e os efeitos dos medicamentos, porque ele não tem fé, nem vontade de viver.
A ver vamos!
O álcool já não me consola
É a escrita que me embriaga
Nesta vida sem sentido
Deambulando por vielas escuras
Um cheiro nauseabundo a mijo
O horrível miar dos gatos
Tropeço em gente sem futuro
Perdidos para o Éden
Confusos com a realidade
Acelero o passo, trôpego
Embato contra o destino
Encontro o passado
"Ecce Homo", de Nietszche
Metafisico último da vida
Lembro a Amélia de Gouveia
Dona de dois cavalos e fina retórica
Não quero lembrar mais o passado!
Arrojo alcançar o futuro
Não tenho forças, só pensamentos
As entranhas do corpo desfazem-se
O meu espírito vagueia
Dizem ser Natal
Sinto-me morrer. Deixem-me só!
Quero ver o Menino nascer.
NevesBraga
