quinta-feira, julho 26, 2007

Flor da nossa Alma














Algures no tempo partiste

Levando o teu sorriso no olhar


365 dias,

Uma eternidade

Que no presente não tem idade

A partida leva-nos a um caminho

O caminho da verdade e do pó

E quando a Lua for rainha

Um dia, também partirei

As lágrimas,

As lágrimas não levam a saudade

Da tua amizade e do sorriso

O teu olhar fraterno


Sinto,

A simplicidade dos gestos

Os passos em silêncio

A felicidade no rosto

O teu sorriso no olhar

A tua presença

A todo o momento

A estrela que sorri


Sinto-te,

Aqui e agora…. Flor da nossa alma.

sábado, junho 30, 2007

SILÊNCIO, eles andam aí!








Ando com uma vontade louca de criticar o Sr. Primeiro Ministro e as suas politicas para o País, mas
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........................................................................................................................ SILÊNCIO, eles andam aí!



Apetecia-me imenso fazer uma piada sobre os Sr Ministro da Saude e a sua politica para a área, mas ................................................................................................................................................................
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........................................................................................................................ SILÊNCIO, eles andam aí!


Engraçado, engraçado era mandar umas piadas ao Sr. Ministro do Ensino Superior e ás suas ideias sobre o Ensino Superior, mas .....................................................................................................................
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........................................................................................................................ SILÊNCIO, eles andam aí!


Gostaria de dizer umas quantas verdades à Sra. Ministra da Educação acerca de alguns processos a docentes menos claros, mas .................................................................................................
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......................................................................................................................... SILÊNCIO, eles andam aí!


OTA, TGV, um tal deserto na zona sul, o Sr. Ministro das Obras Públicas (o tal que faz piadas sobre o cidadão Sr. José Socrates - Engº.), também para ele tinha uma quantidade de criticas interessantes, mas ......................................................................................................................................
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........................................................................................................................ SILÊNCIO, eles andam aí!


Quem bate todos os recordes do absurdo é o Sr. Ministro da Economia, mas ...................................
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......................................................................................................................... SILÊNCIO, eles andam aí!



Voltarei a este assunto com outro tipo de abordagem. Pois estou farto, saturado, revoltado, com o que se passa no meu País aqui e agora! Sou Socialista! Ex-militante e dirigente local. Votei (digo-o com humildade) no Partido Socialista, só que não foi neste .... PARTIDO SOCIALISTA!

Voltarei, mas, para já ................................................................................... SILÊNCIO, eles andam aí!

domingo, junho 10, 2007

Entre Amigos - Era uma Vez um 10 de Junho


Como tem acontecido nos últimos anos, ontem dia 09 de Junho desloquei-me a Constância - Vila Poema, para visitar as XII Pomonas Camonianas. Como já referi num post publicado em 09Jun06, nas Pomonas Camonianas recria-se um mercado quinhentista, onde se integra uma exposição-venda dos frutos e flores referidos por Camões na sua obra. Como se pode ler no sítio da Câmara Municipal de Constância: "Homenagear Camões, o maior poeta português de todos os tempos, a sua ligação à vila de Constância, bem como assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, são os principais objectivos das Pomonas Camonianas, um evento que nos transporta numa longa viagem até aos tempos do épico."
As Pomonas vem da simbologia greco-romana, em que Pomona era a Deusa dos Frutos e do Pomares, frequentemente evocada por Camões na sua obra.
Mas o programa não fica só pelo mercado Quinhentista, pois outras iniciativas como teatro, música clássica, festival hípico, prova de orientação nocturna, feira de velharias, música e poesia no jardim, exposições várias e os Encontros de Cantar Diferente. Uma ideia original de Pedro Barroso, onde ali no Anfiteatro dos Rios, é montada uma sala de estar,
em que ele próprio, Pedro Barroso, músico, cantor, poeta, escritor, pintor, professor e essencialmente um Homem Bom, faz de anfitrião e convida dois amigos, que pelo meio de músicas e conversas, transformam aquela noite, numa noite mágica, de emoções, de comoções, mas também de espírito critico. Por aquela Sala de Estar, majestosamente instalada no local onde o Tejo e o Zêzere se casam, já passaram: Manuel Freire, José Mário Branco, José Fanha, João Afonso, Vitor Silva, Carlos Mendes, Francisco Fanhais, Fernando Tordo, Samuel, o Maestro Vitorino d’ Almeida, Janita Salomé, Carlos Alberto Moniz, Zeca Medeiros, José Cid e Afonso Dias e na noite de ontem (dia 9) para hoje (dia10): Francisco Naia, Paulo de Carvalho e, claro, o anfitrião de sempre - Pedro Barroso.
Entre amigos, conversa-se coisas sérias, contam-se histórias divertidas, canta-se, canta-se muito, os protagonistas e nós no lado de lá da verdade.
O Tejo e o Zêzere, silenciam as suas águas. Ouvi o Tejo sussurrar ao Zêzere: - Silencia as tuas águas. Vai-se cantar em Português, os poetas portugueses, música portuguesa...
Timidamente disse-lhe o Zêzere: - Nem ao menos assobiar de baixinho?!
O Tejo sorriu como que concordando e com ternura deu um abraço ao Zêzere.
E no meio da conversa, perguntou-se e eu também pergunto: a música Portuguesa não tem qualidade quanto baste para passar na Rádio e na Televisão Portuguesa?! Portuguesa! Não falo na Rádio Espanhola, porque esses os espanhóis, sabem preservar o que lhes pertence. Não, não estou para aqui a dizer mal, só por dizer, são factos! E neste campo temos muito a aprender com "nuestros hermanos".
Francisco Naia, alentejano de Aljustrel, professor de Alemão/Inglês, cantou e encantou com a sua voz cristalina e sotaque alentejano, com canções de outros tempos e do último álbum agora editado.
Paulo de Carvalho, "the voice" portuguesa, continua igual si próprio. Um Senhor!
Pedro Barroso, bom! Sou suspeito! Não tenho capacidade de imparcialidade ao falar em Pedro Barroso. Tivemos direito a uma estreia Mundial, uma cantiga lavrada dois dias antes, ainda alinhavada portanto, que Pedro Barroso ali quis partilhar entre amigos. Depois, depois uma comovida e singela homenagem aos Homens e Mulheres, que com a sua voz, a sua música e as palavras dos poetas ajudaram a derrubar alguns dos tijolos do muro opressivo que atravessava o País em Abril de 1974. Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira (a escola de Coimbra), António Macedo, Samuel, Xico Fanhais, Carlos Paredes, Natália Correia, Manuel Alegre, Manuel Freire, António Gedeão e tantos outros que a minha memória já não reproduz.
Os "
Encontros de Cantar Diferente" deste ano, acabaram já o dia 10 de Junho tinha acordado. Pensei: não houve medalhas nem medalhados, nem carros do exército, nem aviões de combate, apenas música, conversa e poesia. Quando regressei ao meu cantinho de Alcabideque, trespassou-me uma grande leveza na alma, como que embandeirado por uma bebedeira de Portugalidade. Num espectáculo tão singelo, numa bonita e pequena Vila - a Vila de Constância - senti que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades se tinha cumprido na sua plenitude e importância.



domingo, junho 03, 2007

"Novos Ricos", versão Lusitana


Quando se diz que o País está empobrecido, a crise económica aguça o desemprego, a fome espreita aqui e ali, o mal estar social generaliza-se, emerge com cada vez maior relevância uma classe: a dos “Novos Ricos”.

Para que não haja dúvidas não tenho nada contra os ricos (tomara que todos, mas todos sem excepção, fossemos ricos), mas os “Novos Ricos”, são, assim como que especiais…

Há maneiras várias de as pessoas enriquecerem, à laia de exemplo:

Ø Herança. Herdar um imenso património ou contas chorudas em bancos nacionais e estrangeiros, normalmente deixados pelos pais, mas também pelas tias solteironas, padrinhos sem família ou amigos desamparados;

Ø Sorte ao jogo (licito ou ilícito) ou da aposta certeira nas acções daquelas empresas no tempo e hora certa, no outro jogo, o jogo da Bolsa;

Ø Negócios emergentes ou não emergentes, que poderão passar ela especulação imobiliária, construção civil, importação e vendas produtos made in China (Índia, Paquistão, Tawain , etc.);

Ø Mais contrabando, narcotráfico, contrafacção, tráfico e exploração sexual de mulheres e crianças, armas, diamantes, jogadores de futebol.

Propositadamente escamoteei uma outra forma de alcançar a riqueza, a que se traduz através do trabalho, sério, honesto. É um valor cada vez mais desprezado por esta sociedade globalmente global. Se trabalhando seriamente alguém enriquece, uma excepção e um case study se torna, pois trata-se de um forma frustrada de alcançar a riqueza.

O “Novo Rico” que falo, destaca-se dos comum dos cidadãos, não se misturando com o Alberto da mercearia, ou com o Zé do talho, ou o Manel que trabalha na arte de pedreiro, ou… comigo! Não! Destaca-se. Pertence a várias Associações e Clubes, talvez a um Partido Liberal, caça em reservas espanholas e amiúde desloca-se ao Quénia para caça mais grossa; claro, joga Golfe e tem uns quantos carros antigos; uma mulher oficial e umas quantas amantes, adoram lagosta e caviar (digo, eu…).

“Novo Rico”, adopta um sotaque snob, mastigando lentamente as letras das palavras de modo diferenciado de todas as outras pessoas; num cumprimento, estendem a mão não exercendo qualquer pressão na mão do cumprimentado.

Normalmente como cartão de visita apresentam um carro à sua imagem e semelhança, com performances iguais à carteira (ou pseudo-carteira). O que importa é o dever de poder parecer que se está bem na vida, acima de tudo e de todos.

Ás vezes a crise também lhes bate à porta, e a prestação do carro aperta o coraçãozinho do “artista”, pede-se dinheiro emprestado aos familiares mais próximos, este mês não se come em restaurantes de luxo (nem fast food), mas estejam descansados caros leitores, estes “Novos Ricos” nunca assumem estas crises, nunca dizem a verdade. Isso seria o descrédito total. Há que fazer um esforço para se manterem na crista da onda, presença nas festas sociais, montra de fatos e vestidos de encantar, férias na neve, Ibisa e Allgarve (já a versão moderna, que aqui não se brinca).

São os “Novos Ricos” da minha amada Pátria em “que parecer é bem mais que ser”.

Post inspirado no texto: "De bimbus riquissimus modus", in "A história maravilhosa do País bimbo" de Pedro Barroso.


quarta-feira, maio 16, 2007

A uma Flor que vive numa Estrela

Há um destino a cumprir,
Há o desejo de cumprir o destino;
Nem sempre se cumpre o destino,
Nem sempre o desejo se cumpre.

Como a espuma das ondas,
O vento sopra e ali especamos;
Que a Sorte nos espreita
Onde ficamos e esperamos

Não tenhamos preferível saber
Do que nos coube em Sorte.
Acatemos o que Somos
Nada mais nos é dado a conhecer.


quinta-feira, março 08, 2007

OBRIGADO MULHER... MULHER

Obrigado!
Mulher Mãe
Que no teu ventre me alimentaste

Obrigado!
Mulher Trabalho
Que com a tua labuta me dignificas

Obrigado!
Mulher Casa
Que me fazes sentir grandioso

Obrigado!
Mulher Coragem
Que me transformas em guerreiro

Obrigado!
Mulher Amor
Que me completas e realizas

Obrigado
Mulher... Mulher!

sábado, fevereiro 24, 2007

Uma Estrela que Brilha e Sorri

Quando observo o céu, há uma estrela que brilha mais que todas as outras. Ás vezes parece sorrir-me, num movimento lento e gracioso como que a querer abraçar-me. Pisco-lhe o olho, partilho com ela o meu estado de alma. Nos momentos mais incertos da vida como que lhe sussurro cá de baixo, ela responde com mais brilho e fico muito mais calmo e tranquilo.
Sei que nessa estrela moram: o meu irmão Luís Miguel, os meus queridos Avós, os meus amigos Luís Falcão, Licínio Buco e João Carlos e a minha colega Margarida, que num tempo partiram para longe, para muito longe e agora vivem naquela estrela. Na mesma morada vive um músico, um grande músico, mas fundamentalmente um homem de excepção, um cidadão vertical que tanto encanto e segurança dá aquela estrela, chama-se: JOSÉ AFONSO – ZECA AFONSO.

Hoje escrevo para ti e ao escrever para ti, redijo para quem contigo mora na estrela que me ouve e sorri. Tive a felicidade de te ouvir e ver em algumas ocasiões, de te tocar (num singelo cumprimento no ex-teatro Avenida em Coimbra – todo eu tremia, bem me lembro), és uma grande referência de vida, um exemplo que procuro lembrar em cada dia que passa, um rebelde solidário como alguém já te chamou.
Sabes, hoje que perfazem 20 anos sobre a tua partida, todos falam de ti, os que sempre falam e os outros, mas é bom que falem de ti, da tua vida, da tua luta, da tua constante preocupação com os outros, do dinheiro que não tinhas, da doença que te obrigou a partir. Dizia o Álvaro de Campos num seu poema, que depois da morte só se lembram de nós no dia em que faríamos anos de vida e nos dias em que fazemos anos que morremos, pois que assim seja; eu por mim, continuarei a falar Contigo e com os teus Companheiros de estrela sempre que a alma mo peça, dia após… dia.

Por aqui, neste “Mar Largo”, mora a “Incerteza” e a “Menina de Olhos Tristes” “Aquela Moça de Aldeia”, já foge, foge “No Comboio Descendente” dos novos “Vampiros” da democracia que ajudaste a fundar. O nosso País está a ficar cinzento, a miséria não espreita – já entrou, faz-nos falta a tua “Utopia”, eles não sabem, mas nós sabemos que a utopia faz parte da vida e quando chegar um “Maio Maduro Maio”, abriremos a voz como um “Cantar Alentejano” e em “Grândola, Vila Morena” e em toda a parte “O Que Faz Falta” é o “Pão que Sobra à Riqueza” ser equitativamente distribuído.
“Com as Minhas Tamanquinhas” procurarei ali, acolá e em “Terras de Trás-os-Montes” “Como se faz um Canalha” porque a fome já chega aos “Índios da Meia-Praia”, hoje são outros os “Fantoches de Kissinger”, mas eles andam por aí, disfarçados, com nomes vários espalhando terror por terras de Iraque, Palestina e controlando a economia mundial. Precisamos de “O Homem da Gaita” para que toque a “Chula da Póvoa” e que “Venham Mais Cinco” para cantar o “Hino à Liberdade”.
O Mondego recorda-te numa sossegada Balada, eu sinto uma “Dor na Planíce” das minhas emoções sempre que tentam dar uma “Canção de Embalar” no “Natal dos Simples”. “O País vai de Carrinho” e no meio da “Canção do Medo” não sabia se havia de me revoltar ou esperar pela “Canção da Paciência” entre “Verdade e Mentira”.
És o ”Menino D’oiro”, o “Senhor Poeta”, foste “Solitário” mas sempre Solidário.
Sei que tens “Saudades de Coimbra” essa do “Choupal até à Lapa”, também temos saudades da tua presença, mas tu estás entre nós e vives naquela Estrela que brilha tanto para mim!

AMO-VOS HABITANTES DA ESTRELA QUE BRILHA E SORRI!!!

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Dr. Cunha


Estava muito descansadinho a ver o Telejornal, quando uma notícia me fez soar uma qualquer campainha, tipo: onde é que já ouvi isto?! Dizia a dita noticia que Portugal está em 1º lugar no que toca a cunhas, daí a este espaço de escrita foi um salto e de facto, após uma breve pesquisa, constatei que a “instituição cunha” é tão velha quanto a nação ou ainda anterior á criação desta. Investiguei e descobri que D. Henrique de Borgonha (pai de Afonso Henriques) que enquanto cruzado ajudou o Rei Afonso VI de Castela e Leão na reconquista aos mouros o Reino de Galiza (que incluía o agora norte de Portugal) e foi presenteado por esse facto, com a mão de D. Teresa de Leão e o Condado Portucalense (hoje, um país da União Europeia, com vista para o mar, chamado Portugal). Dos meus estudos depreendo, que D. Henrique de Borgonha para que seu sogro lhe concedesse o Condado Portucalense, pediu a Garcia de Aragão, bispo de Pamplona, primo e amigo pessoal de Afonso VI , tendo inclusivamente ambos estudado na Tele-escola no ano lectivo 1055/1056???, que interferisse a seu favor.

Hoje, mil anos após, em que o Mundo e o ex-Condado deram largos passos no desenvolvimento dos povos, hoje, dizia eu, quando se levantam vozes em nome da democracia, da competência, da excelência, do desempenho, da imparcialidade… a dita “instituição”, detém um peso desmedido que não deveria fazer sentido nos dias que vão correndo, alguns mais académicos gostam de tratar a dita por “Dr. Cunha”,

À laia de exemplo, excluindo o já citado caso de D. Henrique, não é de estranhar que para arranjar trabalho só o currículo, mais os testes psicotécnicos, mais o perfil do candidato, mais o que for necessário concluir para o preenchimento do lugar, não cheguem?! Pois não! É preciso a “Cunha”!
Mesmo quando se está a trabalhar, assim, com um contrato de trabalho a termo certo… Não é, que é necessário uma “Cunha”?! Não! Não! Não é isso que estão a pensar, a pessoa é competente, executa de forma irrepreensível as suas tarefas, pontual, nunca faltou em 24 meses (excepto uma única vez para ir ao funeral da mãe) mas, não querem saber que o patrão, tem um sobrinho que não quer estudar mais e pronto… dava-lhe jeito colocá-lo no lugar da pessoa que tem o contrato a acabar. Dizem-me assim: - Ah! A lei não permite. Pois não! Mas também é proibido andar a mais de 120 Km/H na auto-estrada e todo o meu “people” anda!!!

Então e a Josefina, que casou com o meu primo (ainda que afastado – vive no Algarve) Zé Custódio, que lhe deu uma dor nas costas coitadinha e ficou em casa sem se mexer. Depois de muito tempo e vários exames, o médico foi peremptório: - só operando! Mesmo com carácter de urgência só daqui a 8 ou 9 meses é que terá vaga; ou então, na clínica onde trabalho, aí pode ser para a semana, vai é sair caro!
Um drama! A Josefina ainda falou com o meu primo Zé.
- Ó Zé, e se vendêssemos a vaca e os porcos?! Já viste o que é a minha vida aqui deitada durante 8 ou 9 meses?!
O Zé com pena da mulher ainda fez umas contas, mas mesmo vendendo os animais, além de ficarem sem sustento não daria para 1/4 do custo da operação. Repentinamente lembrou-se da Srª. Dª. Alexandrina, a senhora da casa rica lá da aldeia, ela tinha um filho médico em Coimbra. Lá falou com a Srª. Dª. Alexandrina e mês e meio depois, já estava a ser operada. O Zé matou a vaca e encheu a arca da Srª. D. Alexandrina.

Para já não falar da Amélia, católica devota desde que se conhece e ao querer baptizar o filho, vê o Sr. Padre da paróquia negar-lhe o que pretende, pois a madrinha não tinha a Comunhão Solene nem… , Também se resolveu: uma “Cunha” no Sr. Padre duas paróquias mais abaixo e zás: uma criança baptizada.

O Sociedade Imobiliária “Novas e do Melhor, Lda.”, com dificuldade na obtenção do licenciamento para a concretização da Urbanização Monte da Palha, resolveu também a questão com o “Dr.Cunha” , na pessoa do Engº. Xavier da Câmara Municipal.

Era só querer e não mais parava. Todos nós somos responsáveis pela aludida Instituição estar viva e de boa saúde, o facilitismo, o comodismo, o bom deixa andar tão português, aquece e dá alma ao Dr. Cunha.